segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

MEC oferece curso para educadores MEC oferece curso para educadores

O Ministério da Educação, em parceria com a Unesco e participação do Ministério da Saúde, desenvolveu o curso Juventudes, Sexualidade e Prevenção das DST/Aids. O curso é a distância e foi elaborado ao longo dos últimos três anos. Os profissionais da área de educação interessados nos temas podem fazer o curso por meio do Catálogo de Cursos do MEC.

Embora esteja focado na prática e na atuação dos profissionais de educação no cotidiano da escola, em especial nas situações de gravidez na adolescência, na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) e no uso de álcool e outras drogas, é recomendado também para profissionais integrantes do Conselho Escolar e profissionais de saúde que atuam no Programa Saúde na Escola (PSE).

O curso está dividido em oito módulos:

1 – Apresentação e contextualização do curso
2 – Adolescências, juventudes e direitos
3 – Sexualidade, gêneros e diversidade
4 – Saúde sexual e saúde reprodutiva de adolescentes e jovens
5 – Álcool e outras drogas
6 – Promoção da saúde
7 – Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE)
8 – Traduzindo em práticas

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link do Plano de Desenvolvimento da Escola interativo, do portal do MEC. Os profissionais das Equipes de Saúde da Família que atuam pelo PSE nas escolas e desejarem realizar o curso devem procurar a direção da escola em que atuam e solicitar  a pré-inscrição (reserva social de vagas).

Segundo o MEC, o curso favorece o alcance do papel social da escola de propiciar o encontro das diversidades humanas. Uma escola de todos é uma escola comprometida com os princípios e ações de inclusão e desenvolvimento de adolescentes e jovens.

Inscrições para o Prêmio Gestão Escolar já começaram

As escolas públicas estaduais e municipais da educação básica de todo o País podem se inscrever para a 13° edição do Prêmio Gestão Escolar (PGE). Realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o prêmio é um estímulo à melhoria do desempenho das escolas e ao sucesso da aprendizagem dos alunos. As inscrições vão até 1° de junho, pelo site do Consed.

Os participantes são avaliados em cinco dimensões de gestão: pedagógica, resultados educacionais, participativa, de pessoas e de serviços e recursos. “O prêmio tem o objetivo de fomentar a melhoria do sistema educacional por meio da identificação de ações bem executadas por gestões participantes. A cada ano, buscamos atrair mais escolas, para que exemplos de boa gestão se difundam e ganhem dimensão maior”, destaca a presidente do Consed, Maria Nilene Badeca da Costa.

A atual gestão do Consed vem promovendo várias mudanças na premiação. A reestruturação tem ações a médio e longo prazo. Para 2012, as inscrições pela internet foram aprimoradas, o que torna o processo mais ágil. “Neste ano, por meio da internet, as escolas também têm a possibilidade de organizar os documentos e fotos que demonstram o processo de suas gestões”, esclarece a secretária executiva do Consed, Nilce Costa. “O envio desta documentação pelo correio para efetivar a inscrição continua obrigatório, mas o trabalho do gestor fica mais fácil”, completa a secretária executiva.

A meta do Consed é dobrar o número de inscrições com o novo sistema. Outra novidade mencionada por Nilce é o dia de mobilização nas escolas. “Queremos incentivar as escolas a participar do prêmio e a planejar de maneira mais eficaz suas ações rumo a melhoria dos processos de gestão escolar”, conclui.

Premiação

As escolas representantes dos estados e do Distrito Federal recebem o diploma de destaque estadual/distrital e R$ 6 mil. As seis escolas finalistas, além do diploma de destaque nacional, recebem R$ 10 mil cada.  A selecionada como primeira colocada ganha R$ 30 mil e o título de Referência Brasil. Os prêmios em dinheiro não são cumulativos. Os diretores de todas as instituições de ensino selecionadas para representar seus estados também são contemplados com uma viagem de intercâmbio para os Estados Unidos.

Histórico

Criado em 1998 pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em parceria com entidades que apoiam o fomento da educação no Brasil, a premiação busca valorizar e motivar as escolas públicas no desenvolvimento de uma gestão democrática e de qualidade.

Ao todo, 25.139 instituições já participaram.

A edição de 2012 tem como parceiros a Embaixada dos Estados Unidos, Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, Fundação SM, Fundação Itaú Social, Instituto Gerdau e Fundação Victor Civita – patrocínio; União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Ministério da Educação (MEC) – apoio institucional; Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) – cooperação; Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) – assessoria técnica.

Clique aqui para saber mais informações/ inscrições.

Autor: Consed

http://www.consed.org.br/index.php/artigos/376-inscricoes-para-o-premio-gestao-escolar-comecam-nesta-quinta

sábado, 25 de fevereiro de 2012

DIOCESE DE CAICÓ PROMOVEU ESTUDO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012


A Diocese de Caicó, promoveu no último dia 24 e 25 de fevereiro no Centro Pastoral Dom Wagner em Caicó, com as Pastorais Sociais de todas as paróquias que compõem a Diocese de Caicó. O encontro de aprofundamento Diocesano sobre a Campanha da Fraternidade 2012, que traz o tema “Fraternidade e Saúde” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a Terra”.
Essa iniciativa visa sensibilizar a respeito da “dura realidade” das pessoas sem acesso “à assistência de saúde pública condizente com suas necessidades e dignidade. O foco da CF deste ano é, portanto, “a saúde integral, [que] há muito tempo vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas”. Participaram representantes das paróquias de Sant’Ana e Imaculada Conceição que tem a missão de mobilizar a campanha no município.
A CNBB explica que o cartaz da Campanha da Fraternidade 2012 “atualiza o encontro do Bom Samaritano com o doente que necessita de cuidado”, conforme expresso no evangelho de Lucas, capítulo 10, versículos de 29 a 37. “A mão do profissional da saúde segurando as mãos do doente afasta a cultura da morte e viabiliza a acolhida entre irmãos (o próximo)”.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

INCLUSÃO DIGITAL



A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes esta nos preparativos finais para a aula inaugural dos Cursos do Proinfo Integrado, que   irão acontecer ao longo do ano e  serão voltados para os profissionais da rede municipal de ensino. Os cursos de qualificação visam facilitar a participação dos profissionais e introduzir o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas da rede pública, além de articular as atividades desenvolvidas nas instituições escolares. No programa PROINFO INTEGRADO, os professores aprendem a utilizar tecnologias educacionais na sala de aula em cursos de 180 horas, divididos em duas etapas. A primeira, de 40 horas, aborda informações básicas sobre educação digital com base no sistema Linux Educacional. Com 100 e 40 horas, a segunda e terceira etapa abordam as tecnologias na educação, conhecidas como Tics. 

Semana pedagógica: o que não pode faltar























É verdade que um bom planejamento evita problemas posteriores, certamente a primeira semana do ano é a mais importante para qualquer escola: é quando os gestores e a equipe pedagógica se reúnem para projetar os próximos 200 dias letivos e fazer a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) - o documento que marca a identidade da escola e indica os caminhos para que os objetivos educacionais sejam atingidos. É o momento de integrar os professores que estão chegando, colocando-os em contato com o jeito de trabalhar do grupo, e, claro, mostrar os dados da escola para todos os docentes, além de apresentar as informações sobre as turmas para as quais cada um vai lecionar. 

A semana pedagógica, nunca é demais lembrar, não se restringe a esse período - pelo menos para os gestores. Érika Virgílio Rodrigues da Cunha, professora de Didática, Currículo e Avaliação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que o diretor deve planejar com antecedência, executar a agenda definida e acompanhar os resultados durante o ano. A preparação prévia está reunida no quadro abaixo, e as dicas para garantir um bom acompanhamento dos resultados, no último quadro desta reportagem. 

Uma regra geral é começar o encontro pela discussão dos grandes temas e depois partir para os desafios específicos. Para o presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Barbosa de Camargo, a melhor maneira de fazer isso é preparar bons diagnósticos. "As decisões essenciais decorrem da reflexão sobre os rumos que a escola quer percorrer", diz. 

O cronograma apresentado a seguir é apenas uma sugestão para ajudar você no planejamento da semana. Dependendo do tamanho da sua equipe docente e da escola, faça as adequações necessárias. 
Primeiras providências

Reúna a equipe gestora alguns dias antes para preparar a semana. Algumas ações devem ser realizadas: 

- Montagem do calendário da escola
Com base na programação oficial da Secretaria de Educação (em que constam feriados, recessos e eventos de rede), planeje o calendário da escola, reservando datas para reuniões periódicas, como as de pais, do Conselho de Escola e da Associação de Pais e Mestres. Eleja alguns dias para eleição dos representantes de classe, feiras de Ciências e de livros, confraternizações e festas ou outro evento que a escola costume realizar. Peça ao coordenador para sugerir dias e horários para o trabalho pedagógico coletivo (geral, por área e por série). 

- Consolidação dos dados da escola 
Faça uma tabela com os principais dados da escola - número de matrículas iniciais e finais e as taxas de aprovação, repetência e distorção idade-série (leia mais na reportagem sobre dados da escola) -, os resultados de avaliações e planilhas de aprendizagens dos alunos. 

- Planejamento do tempo 
Monte um cronograma da semana pedagógica baseado na quantidade de dias que a escola dispõe para o encontro. 

- Organização do espaço 
Calcule quantos grupos de trabalho serão formados durante os encontros e combine com o pessoal da limpeza para que os espaços estejam limpos e organizados. Exponha as produções de alunos e professores em corredores e nas salas de aula para criar familiaridade e valorizar o trabalho realizado pelos alunos. 

- Previsão de alimentação 
Como receber a equipe? Com um café da manhã de boas-vindas? Então é preciso contar com a presença das merendeiras no local e preparar um espaço para essa recepção. Se a equipe vai se reunir por alguns dias, planeje os momentos em que ocorrerão as pausas e o almoço e o que será servido. Peça que as merendeiras organizem o cardápio e façam as compras necessárias.

E um excelente planejamento para sua escola!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta-feira de Cinzas




Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar
A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.

Uma das frases – no momentio da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.

A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.

Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).

A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.

Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.

O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Como os alunos fazem buscas na internet

A tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos. Tanto é assim que pela primeira vez na história o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação Comparada, a famosa prova realizada com jovens de 15 anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE) vai incluir, neste mês de maio, um teste para ser respondido com o auxílio do computador. As 27 questões serão aplicadas apenas em 17 países (dos quase 60 que fazem o Pisa), justamente para medir a capacidade de encontrar informações e construir conhecimento utilizando a rede mundial. No entanto, o uso de computadores na escola ainda não está tão disseminado em nosso país (e em muitos de nossos vizinhos). Pesquisa divulgada no mês passado mostrou que 63% dos estudantes brasileiros dizem que o lugar mais habitual para acessar a internet é a escola. Porém, esses mesmos jovens afirmam que metade dos professores não utiliza nem recomenda a rede. E apenas um em cada dez entrevistados aprendeu a usar a ferramenta com um educador.

Cientes dessa falta de familiaridade dos professores com a internet, pesquisadores da Universidade de Buenos Aires vêm se dedicando a entender como os alunos buscam informações na rede. "Muita gente acha que, pelo fato de terem mais acesso às máquinas desde cedo, as crianças sabem tudo o que precisam fazer, o que não é verdade", destaca Flora Perelman, a coordenadora do estudo, que foi apresentado em março durante as Jornadas 30 Anos de Leitura e Escrita na América Latina, em La Plata. "Temos um papel fundamental na hora de ajudar essa turma a usar as novas tecnologias." 

O estudo, feito com alunos do equivalente ao nosso 7º ano em 400 escolas da província de Buenos Aires, indica que há cinco pontos essenciais a considerar antes de colocar a garotada na frente da tela: compreender que a busca na rede é uma prática social de leitura, tomar consciência de que a máquina deve ser usada ao nosso favor, aprender a escolher os sites que têm o que se quer procurar, saber selecionar informações confiáveis e entender o peso da imagem no processo. 

8 razões para usar o Youtube em sala de aula


Prender a atenção dos estudantes, que estão cada vez mais conectados, não tem sido uma tarefa fácil para os educadores. O problema se torna cada vez maior conforme os alunos ficam mais velhos. Nas salas de aula do Ensino Médio, é muito comum os professores disputarem a atenção dos estudantes com aparelhos eletrônicos, celulares ou smartphones. Por isso, o momento é propício para tornar a tecnologia - e a sua turma - uma aliada em sala de aula. "O uso de recursos tecnológicos que estão presentes no dia a dia dos alunos pode ajudar a aproximá-los dos temas tratados em sala, além de servir como estímulo para o estudo", afirma Marly Navas Soriano, professora de Informática Educativa da EMEF Cleómenes Campos, em São Paulo.
Para encorajá-lo a usar o Youtube em sala, listamos oito bons motivos para incluir a rede social no seu planejamento e na sua rotina profissional:
1- Oferecer conteúdos que sirvam como recursos didáticos para as discussões em aula
Incentive os estudantes a participar das aulas compartilhando com eles vídeos que serão relevantes para o contexto escolar. Desde que bem selecionados, os conteúdos audiovisuais podem mostrar diferentes pontos de vista sobre um determinado assunto, fomentando os debates e discussões em sala.

2- Armazenar todos os vídeos que você precisa em um só lugar
Se você ainda não é um usuário do Youtube, basta criar uma conta na rede (gratuitamente) para ter acesso às listas de reprodução (playlists). Elas permitem que você organize seus vídeos favoritos em sequência. Um usuário não precisa selecionar apenas vídeos publicados por ele, ou seja, a playlist de um professor pode conter vídeos publicados por outros membros do Youtube. Outra vantagem de organizar os vídeos em listas é que quando um vídeo termina, o próximo começa sem que sejam oferecidos outros vídeos relacionados, mas que não interessam ao seu propósito didático naquele momento. Ao selecionar o material que será visto pelos alunos, você pode garantir que o conteúdo hospedado em seu canal seja confiável, pois ele passou pela sua curadoria.

Consulte dois tutoriais breves, desenvolvidos pelos profissionais do Youtube, sobre como criar uma lista de reprodução e como organizar seus vídeos.

3- Montar um acervo virtual de seus trabalhos em vídeo
Com uma câmera fotográfica, um celular ou uma câmera de vídeo simples, você pode capturar e salvar projetos e discussões feitas em sala de aula com seus alunos. Com esses registros da prática pedagógica você terá em mãos (e na rede) um material rico, que pode servir como base para uma análise crítica de seu trabalho e dos trabalhos apresentados por seus alunos. Os registros ainda viram material de referência para toda a comunidade escolar, pois qualquer vídeo armazenado no Youtube pode ser facilmente compartilhado entre os alunos e professores da escola e fora dela.

Aqui, um tutorial desenvolvido pelos profissionais do Youtube sobre como compartilhar uma lista de reprodução.

4- Permitir que estudantes explorem assuntos de interesse com maior profundidade
Ao criar listas de reprodução específicas para os principais assuntos abordados em sala, você cumpre o papel do mediador e oferece aos alunos a oportunidade de aprofundar os conhecimentos a respeito dos temas trabalhados nas aulas. Ao organizar playlists com vídeos confiáveis e relevantes, você permite que os estudantes tenham contato com os conteúdos que interessam a eles, sem que eles percam muito tempo na busca e na seleção de informações.

Como tornar a lista de reprodução privada?

5- Ajudar estudantes com dificuldades
Você pode criar uma lista de reprodução com vídeos de exercícios para que os alunos resolvam no contraturno escolar. Esse material serve como complemento para os conteúdos vistos em sala e os estudantes podem aproveitá-lo para fazer uma revisão em casa dos assuntos vistos na escola.

6 - Elaborar uma apresentação de slides narrada para ser usada em sala
Você pode usar o canal de vídeo para contar uma história aos alunos e oferecer a eles um material de apoio que possa ser consultado posteriormente. Produza uma apresentação de slides narrada, com imagens que ilustrem o tema abordado e passe o vídeo em sala de aula.

Aqui, um tutorial desenvolvido pelos profissionais do Youtube sobre como editar vídeos na página de exibição de vídeos.

7 - Incentivar os alunos a produzir e compartilhar conteúdo
Lembre-se: seus alunos já nasceram em meio à tecnologia. Por isso, aproveite o que eles já sabem e proponha que usem câmeras digitais ou smartphones para filmar as experiências feitas no laboratório de Ciências, para que desenvolvam projetos - como a gravação de um "telejornal" nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo - ou nas apresentações de seminários. O conteúdo produzido pelos estudantes também pode ser disponibilizado na rede - desde que os pais sejam comunicados previamente para autorizar a exibição de imagem dos filhos na rede. Tal ação pode incentivar os estudantes a participar de forma mais ativa das aulas.

8 - Permitir que os alunos deixem suas dúvidas registradas
Você pode combinar com seus alunos para que eles exponham as dúvidas no espaço de comentários do canal, logo abaixo dos vídeos. Assim, é possível criar ou postar novos vídeos sobre os assuntos sobre os quais os estudantes ainda têm dúvidas.
(Fonte: Youtube para professores)

Celulares e convergência digital


Analise com a turma o impacto das novas tecnologias no dia a dia dos alunos e compare os recursos utilizados ontem e hoje para a transmissão de informações 

Objetivos
- Problematizar o impacto das tecnologias de informação e comunicação na vida cotidiana, especialmente por meio do uso dos smartphones.
- Proporcionar aos alunos uma visão geral sobre a convergência digital, compreendida como a integração de diversos serviços e tecnologias em uma mesma plataforma ou dispositivo tecnológico.


Conteúdos
- Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s).
- Convergência digital.
- Sociologia.

Tempo estimado
Duas aulas

Material necessário
- Cópias do artigo “Homo connectus”, de Roberto Pompeu de Toledo (Veja, edição 2256, 8 de fevereiro de 2012) para todos os alunos

Introdução
Conforme o texto de Roberto Pompeu de Toledo, publicado em Veja, os smartphones alteraram de maneira significativa a vida cotidiana de muitas pessoas (nos comportamos agora como os Homo Connectus descritos pelo colunista). A metáfora bem-humorada sugere que para essa “nova espécie” a conectividade proporcionada pelas tecnologias atuais é praticamente indissociável das demais atividades sociais dos indivíduos. 
Este plano de aula reúne elementos para uma melhor compreensão sobre as formas de comunicação atuais e seus impactos sociais. Mais especificamente, a partir da crítica do colunista, procura proporcionar aos alunos os argumentos para a compreensão daquilo que se convencionou chamar de “convergência digital”, representada em grande medida pelos serviços de telefonia e equipamentos como os smartphones.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

1º módulo: as concepções sobre a produção de texto


Estimular os estudantes a expressar as opiniões por meio da palavra escrita e, desse modo, elaborar um percurso como autor é uma das principais funções da escola. Para ajudar os educadores a realizar essa tarefa, os encartes de formação docente de GESTÃO ESCOLAR deste ano irão focar a produção de textos para as séries da primeira etapa do Ensino Fundamental. Maria Cristina Zelmanovits, pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), de São Paulo, elaborou com exclusividade o conteúdo dos seis módulos, que serão publicados ao longo do ano. Neste primeiro, o objetivo é socializar diferentes concepções de ensino da produção textual e levar os professores a se posicionar diante delas para que você, coordenador, conheça as ideias deles e os convide a investigar o assunto.

Carnaval: Dilma pede atenção aos motoristas

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que os brasileiros que estão curtindo o carnaval devem ter cuidado ao pegar as estradas no retorno para casa. Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a maioria dos acidentes de trânsito registrados nesta época do ano poderia ser evitada “com um pouco mais de atenção e responsabilidade”.

Segundo Dilma, no ano passado, mais de 27 mil motoristas foram multados apenas nas estradas federais porque estavam dirigindo alcoolizados. “Tem gente que ainda acha que pode beber e dirigir e que nada de ruim vai acontecer, mas não é assim, a gente sabe. É preciso mudar esse comportamento – álcool e volante não combinam mesmo”, disse.

Ela ressaltou que o motorista que bebe fica com os reflexos mais lentos para reagir a uma situação de perigo, além de perder a noção de distância, por exemplo, em relação a uma curva mais perigosa. “Se beber, é melhor pegar uma carona com o amigo, ir de táxi, de ônibus ou até adiar um pouco a viagem.”

De acordo com a presidente, desde o dia 15 de dezembro até o próximo domingo (26), o governo realiza uma operação integrada em rodovias federais, estaduais e municipais. Na Operação RodoVida, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias rodoviárias estaduais e os órgãos de segurança pública dos estados trabalham de forma articulada com o objetivo de reduzir os acidentes violentos no país.

“Agora, no carnaval, a Polícia Rodoviária Federal está com 9.200 policiais nas estradas para evitar, principalmente, o excesso de velocidade, a embriaguez e as ultrapassagens em local proibido. Além disso, os policiais contam com 1.800 bafômetros para evitar que as pessoas que consumiram bebidas alcoólicas continuem dirigindo e coloquem em risco a sua própria vida e a vida dos outros”, explicou.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

FNDE retoma projeto Horta Escolar

 O Projeto Educando com a Horta Escolar será retomado a partir deste ano com novo enfoque. Desta vez, a vedete é a gastronomia como instrumento de valorização dos ingredientes e receitas regionais, das técnicas culinárias de preparo de alimentos e da experiência de sabores e aromas das refeições preparadas para os alunos beneficiados no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Para coordenar o projeto Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia – formação de agentes para dinamização da alimentação escolar no espaço educativo a partir da gastronomia e sustentabilidade, o FNDE fechou parceria com o Núcleo de Referência em Gastronomia e Alimentação Regional do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB).

O primeiro passo já foi dado: o CET já publicou o edital, disponível em www.cet.unb.br e www.rebrae.com.br chamando prefeitos e secretários de educação de todas as regiões brasileiras a inscreverem até o próximo dia 2 de fevereiro cinco candidatos por município, os quais passarão por um curso de formação com 80 horas presenciais e 32 horas a distância. A inscrição deverá ser feita pela internet e enviada para gastronomia@unb.br.

Os cinco candidatos a serem indicados pelos municípios para receberem a formação de agentes multiplicadores devem ser um nutricionista, um coordenador de alimentação escolar, um coordenador pedagógico, um representante do Conselho de Alimentação Escolar (CAE) e um coordenador local da área de agricultura e/ou meio-ambiente.  

Ao todo serão 200 municípios selecionados que arcarão com as despesas dos seus técnicos com deslocamento, alimentação e hospedagem, uma vez que as aulas presenciais serão realizadas em três encontros a serem realizados entre março e novembro deste ano, em nove pólos de formação situados nas cinco regiões do país.  Os dois primeiros encontros terão duração de quatro dias e o último de apenas um dia.

Multiplicadores – os mil técnicos dos 200 municípios que se submeterão ao curso de formação terão que promover no município de origem um curso de 48 horas de duração para diretores de escolas, coordenadores pedagógicos, merendeiras e professores. A formação continuada será realizada por consultores nas áreas de educação, nutrição, meio ambiente, hortas e gastronomia. Além do suporte dos consultores, o CET/UnB vai fornecer material didático, vídeos metodológicos e documentos de mapeamento de processos. Outras informações, acesse a chamada pública nº 01/2012-CET UnB/FNDE.

Memória – O projeto Educando com a Horta Escolar (PEHE) foi elaborado em 2004, em uma parceria entre o FNDE e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Durante a vigência, foi aplicado em três edições (2005, 2007 e 2008) e teve como experiências-piloto três municípios brasileiros: Bagé (RS), Saubara (BA) e Santo Antônio do Descoberto (GO). Em 2012, o FNDE se junta a um novo parceiro, o CET-UnB, para revisar a metodologia e introduzir um novo campo de conhecimento: a gastronomia.

Prazo para adesão do Mais Educação é prorrogado até março

Escolas públicas urbanas e do campo pré-selecionadas pelo Ministério da Educação para oferecer ensino integral tiveram o prazo para adesão prorrogado até 30 de março. 

A expectativa do MEC é oferecer educação integral em 30 mil estabelecimentos — 5 mil do campo — e atender 5 milhões de estudantes em 2012. Esse número compreende cerca de 3,1 milhões de alunos já atendidos pelo programa Mais Educação e os que serão beneficiados neste ano.

Como a adesão ao programa é opcional, o MEC pré-selecionou 14,2 mil escolas urbanas e 14,5 mil do campo, explica Leandro Fialho, coordenador de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Básica (SEB). 

Para as escolas pré-selecionadas, o acesso ao Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec) ocorre por meio de senha, fornecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ao aderir, além de informar quantos estudantes serão atendidos, o gestor escolar pode relacionar até seis atividades, escolhidas em uma lista disponível na página eletrônica do programa.

Os dirigentes escolares que tiverem dúvidas ou dificuldades para preencher as informações no Simec podem pedir esclarecimentos pelos telefones (61) 2022-9175, 2022-9176, 2022-9174, 2022-9184, 2022-9211, 2022-9212 e 2022-9181. 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Currais Novos terá Fórum sobre o papel do Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente.


A cidade de Currais Novos terá no dia 28 de Fevereiro o I fórum que debaterá o papel do Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente na garantia de políticas públicas da infância e juventude. Várias autoridades , participarão desse fórum que será de suma importância para o município.Confira a programação: 


Data: 28.02.2012 (terça-feira)
Local: Câmara dos Vereadores de Currais Novos 

08h00 – Abertura oficial, com formação da mesa e palavra do Conselho Municipal de Direitos, Ministério Público, Executivo, Legislativo e Judiciário. 
08h30 – Conferência de abertura – O Ministério Público e a Garantia de Políticas Públicas da Infância e Juventude. 
Conferencista: Dr. Leonardo Nagashima – Promotor de Justiça no Estado do Rio Grande do Norte e Coordenador do Centro de Apoio das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude. 
10h00 – Palestra: O Judiciário e Orçamento Público da Infância e Juventude. Palestrante: Dr. Marcus Vinícius Pereira Júnior – Juiz de Direito da Vara da Infância de Currais Novos. 
14h00 – Palestra: Caminhos a seguir por parte do CMDCA na Garantia da Prioridade Absoluta Infanto-Juvenil no Orçamento Público – Sra. Ana Cristina da Silva – Presidente do Conselho Municipal de Direito de Nísia Floresta na Gestão 2008/2009 – Mandato histórico pela materialização de políticas públicas da infância. 
15h30 – Diálogos com o CMDCA: A realidade orçamentária de Currais Novos.

Debatedores:

Moderador: Sr. Ivanes Oliveira Alexandrino – Vice-Presidente do Conselho de Direito de Currais Novos.
Sr. José Wilson Bezerra Sobrinho – Presidente do CMDCA de Currais Novos.
Sr. Judson Pereira – Conselheiro Tutelar de Currais Novos.
Dra. Beatriz Azevedo – Promotora de Justiça da Infância de Currais Novos.
Sr. Marinaldo Francisco – Vereador Presidente da Câmara Municipal de Currais Novos.
Sr. Bob Gama – Representante do Município de Currais Novos. 

17h30 – Encerramento, com assinatura de compromisso de garantia da prioridade absoluta da criança e adolescente no ORÇAMENTO PÚBLICO. 

Sábado de carnaval


Sábado de Carnaval.
Deitado na rede. Água de coco.
Um retiro espiritual.
Música boa nos ouvidos.
E na lembrança os melhores carnavais de todos os anos.
Respirava fundo.
As lágrimas escorriam.
Seria saudade de tempos idos?
Talvez.
Mas dói.
Então prefiro sorrir.
Prefiro lembrar desse carnaval.
Quieto.
Sento, leio, escrevo.
Fecho os olhos e sonho.
Não preciso dormir.
Então de repente no rádio, música de carnaval.
Nó na garganta.
Algo estranho no peito.
E as lágrimas voltaram, ao menos tentaram.
Lembrei-me dos bailinhos de quinta.
Sorri.
Pulei sozinho internamente.
Dancei contigo novamente.
De olhos fechados.
No meio da rua como sempre.
Rosto colado.
E nós novamente na lembrança.
Nossos carnavais diários fora de época.
Abro os olhos.
Respiro fundo.
Volto a sorrir.
Para voltar a sonhar novamente no fim do dia.

Mega-Sena pode pagar até R$ 5 mi neste sábado de Carnaval

O concurso 1.364 da Mega-Sena, a ser sorteado neste sábado de Carnaval, pode pagar até R$ 5 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio acontece a partir das 20h no Caminhão da Sorte da Caixa, que está em Guaranésia (MG).

O valor é suficiente para comprar uma frota de 200 carros populares ou mil motocicletas de 125cc. Porém, se o apostador quiser investir, aplicando o prêmio na poupança da Caixa, ele receberia mensalmente mais de R$ 30 mil de rendimento. Outra possibilidade seria comprar imóveis. O premiado poderia adquir, por exemplo, 20 apartamentos, considerando um imóvel de R$ 250 mil.

PDE Interativo PDE Interativo

A partir do dia 6 de fevereiro de 2012, todas as escolas do Brasil poderão utilizar o PDE Interativo, inclusive aquelas que não receberão recursos do PDE Escola. Logo, os(as) diretores(as) já podem solicitar seu cadastro no sistema ou serem cadastrados pelas suas Secretarias de Educação. Sobre o assunto, solicitamos atenção especial para os seguintes avisos:

Nos estados e municípios que possuem PELO MENOS UMA ESCOLA priorizada pelo PDE Escola em 2012 (consulte a lista no site do programa), o cadastro dos(as) diretores(as) só poderá ser feito pelos membros do Comitê de Análise e Aprovação. Assim, caso o seu município não tenha enviado a Portaria ou Ofício assinado pelo dirigente ou prefeito designando os membros do Comitê, deverá fazê-lo imediatamente, encaminhando este documento para o e-mail pdeescola@mec.gov.br e orientando que cada membro designado solicite o seu cadatro no SIMEC. Para maiores informações, acesse o site do PDE Escola e clique em “Cadastrar e gerenciar usuários”.

 Nos estados e municípios não possuem NENHUMA ESCOLA priorizada pelo PDE Escola em 2012 (consulte a lista no site do programa), o cadastro dos(as) diretores(as) só poderá ser feito pela Equipe do PAR que possui um dos seguintes perfis: “Equipe Municipal” ou “Equipe Municipal Aprovação”. O acesso ao PDE Interativo será dado automaticamente para as pessoas que compõem essas equipes. Para maiores informações sobre como realizar cadastros, acesse o site do PDE Escola e clique em “Cadastrar e gerenciar usuários”.

Importante

O fato do PDE Interativo estar disponível para todas as escolas públicas não significa que todas elas receberão recursos do PDE Escola. Somente as escolas priorizadas por esse programa em função do IDEB 2009 (cuja lista encontra-se disponível no site), poderão receber recursos em 2012. As demais escolas podem utilizar a ferramenta para aprimorar a sua gestão escolar, bem como para enviar, até o dia 31/03/2012, o seu Plano de Formação Continuada para a Secretaria de Educação.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

REUNIÃO COM MOTORISTAS DO TRANSPORTE ESCOLAR



A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes reuniu na tarde de terça feira  (14/02), os motoristas do transporte escolar,  a fim de organizar o início do ano letivo 2012. Na oportunidade foi feita a abertura pela Secretária de Educação, Elisângela Alves, seguida uma palestra com a professora Ivone Alexandrino, concluindo com informes administrativos pelo Professor Francisco.

Na ocasião cada motorista pode colocar as dificuldades e seus anseios para o decorrer deste ano.  Para finalizar, a secretária,  agradeceu a dedicação e empenho de todos no exercício de sua função, desejou também em nome da Administração Municipal um ano de muita saúde e paz. 

Olimpíada de Matemática: aberto prazo de inscrição de estudantes para a competição deste ano

Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para a 8ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A inscrição dos estudantes deve ser feita pelas escolas. Podem participar alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio.

Na edição deste ano serão premiados 500 estudantes com medalhas de ouro, 900 de prata, 3,1 mil de bronze, além de certificados de menção honrosa. Projeto de estímulo ao estudo da matemática, a olimpíada é voltada para as escolas públicas, estudantes e professores de todo o país.

Para incentivar a participação, a Obmep produz e distribui materiais didáticos, oferece estágio aos professores premiados e a participação de alunos no Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC). No PIC, medalhistas estudam matemática por um ano com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Obmep também prepara, a cada ano, cerca de 30 medalhistas de ouro para competições internacionais.

Calendário – O regulamento da 8ª edição da olimpíada define as datas de todas as etapas do evento: 30 de março encerramento das inscrições; 5 de junho, aplicação das provas da primeira fase nas escolas; 26 de junho, último prazo para as escolas enviarem os cartões-resposta dos classificados para a segunda fase; 15 de agosto, divulgação dos classificados para a segunda fase e do local de realização das provas; 15 de agosto a 14 de setembro, período para as escolas indicarem, na página eletrônica da Obmep, os professores dos alunos classificados para a segunda fase; 15 de setembro, às 14h30 (horário de Brasília), provas da segunda fase; 30 de novembro, divulgação dos premiados na página eletrônica da olimpíada.

Promovida pelos ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação; e da Educação, a Obmep é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática. Na 7ª edição, em 2011, a Obmep recebeu 18,7 milhões de inscrições de alunos de 44,6 mil escolas dos 26 estados e do Distrito Federal.

A Igreja e o Carnaval

Curiosamente, enquanto enormes multidões participam no Carnaval, milhares se afastam em busca de ambientes mais calmos e serenos. Alguns procuram muita alegria, fortes emoções e animado divertimento nas músicas, danças e brincadeiras agitadas do Carnaval nos clubes e nas ruas. Muitos cristãos se dirigem aos retiros espirituais ou ambientes pacatos tentando também encontrar alegria, paz, contentamento e satisfação. Um considerável número de pessoas acredita que a Igreja é contra o Carnaval e o condena. Isso simplesmente não é a verdade. A Igreja Católica não é contra o Carnaval, mas é contra certos os excessos cometidos durante o Carnaval. A Igreja Católica quer ver seus fieis felizes e contentes, compreendendo que o descanso e o repouso são necessários para a pessoa humana. Ninguém é de ferro e todo ser humano precisa intercalar o trabalho com o descanso e com o divertimento. A descontração na vida de um povo sofrido é necessária. Porém, há formas nobres, simples e sadias de lazer. Elas irradiam a alegria autêntica que refaz as forças do corpo e aumente as energias do espírito.


O problema é que nos dias de Carnaval há muitos divertimentos desenfreados. Muitas pessoas se entregam ao prazer desordenadamente. Há excessos na bebida alcoólica, há grande falta de pudor e imoralidade de diversos tipos. Devido aos excessos e desregramentos cometidos durante o carnaval há um elevado número de mortes, graves acidentes e pessoas agredidas fisicamente, para não falar em agressões morais. É importante para o Católico lembrar que todo divertimento que implica atos obscenos, prazeres ilícitos, paixões desordenados, atitudes vulgares, riscos mortais e violência são imorais. O mundo está perdendo o sentido do pecado e é necessário reafirmar que a Lei de Deus não fica suspensa durante o Carnaval.
Por isso, o católico deve se aproveitar dos divertimentos carnavalescos que são sadios, benéficos, equilibrados e, em termos gerais, úteis para a saúde do corpo e da mente. 

O Carnaval nunca deve ser tal que se devesse ter mais tarde vergonha da conduta tida durante estes dias. Portanto, que haja neste ano de 2012 um bom e animado carnaval, sem exagero na bebida alcoólica, sem violência e sem imoralidades. Que o Carnaval seja uma folia que não afaste as pessoas de Deus ou do próximo, mas sim dias de diversão sadia.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Educação nas mídias locais: desvalorização dos professores

A  educação é uma área que desperta muitos interesses – e não me refiro ao interesse dos pais por verem seus filhos e filhas escolarizados(as). Na grande mídia, não se poupa matérias nem reportagens para se difundir os interesses de grandes grupos que também atuam no setor educacional. A visão de educação por eles difundida é extremamente utilitarista e equivocada e, mesmo sendo hegemônica, não se trata da única. Felizmente, ideias que dificilmente teriam espaço nessa grande mídia dispõem da internet para a difusão de peças como a entrevista, realizada com Miguel Sanches Neto, pelo Jornal da Manhã. O entrevistado, além de professor universitário na Universidade Estadual de Ponta Grossa, nos últimos anos vem firmando um nome respeitável na literatura brasileira.

Para Sanches Neto, nunca se deu importância à educação como no momento em que estamos vivendo. O que não significa em nosso país ela ser prioridade, ao contrário de atividades que definem a personalidade do brasileiro como "ir ao bar, jogar futebol, carnaval”. Um elemento essencial, na visão do autor, é a valorização do professor. "A condição do professor no Brasil é quase uma condição de pária social. Toda vez que você fala em professor, você fala de um indivíduo sofrido, das más condições de trabalho, de baixos salários, de atraso de salário, do desrespeito que ele sofre na sala de aula. 

Quando um grupo de alunos desrespeita um professor na sala de aula, não é que os alunos não sejam educados, não é que eles não gostem do professor; os alunos refletem o olhar que a comunidade tem do professor. (…) Estão dizendo (…) o que a sociedade pensa sobre ele.”

Uma saga literária
A afirmação de Sanches Neto é correta; a profissão não tem valor em nossa sociedade. Outro elemento que chama atenção na entrevista "é que a escola tem que ser um lugar mais atraente. Vivemos a era do entretenimento, seja nos jogos eletrônicos, seja na televisão, e tudo isto tem um poder muito grande para fisgar a atenção dos jovens. Enquanto isso, a escola funciona no velho modelo, como um depósito de alunos entediados. No geral, é um lugar materialmente precário, feio, que não tem nenhum outro atrativo a não ser aquela pessoa que vai lá passar o conteúdo”. Nem sempre os alunos são apenas entediados; por vezes também são violentos tornando os professores vítimas de maus tratos físicos.

Sanches Neto também toca numa questão triste ao afirmar que "boa parte dos professores de literatura não é leitor”. Infelizmente, é verdade e não vale apenas para a literatura. Incentivado pelo entrevistador, o escritor prossegue até dizer que o que vai afirmar é polêmico: "eu acredito que para ser professor de literatura você não precisa ser formado em Letras. Precisa, antes de tudo, ser leitor. Aliás, não precisa ter nenhuma formação universitária. A principal ferramenta didática para formar um leitor literário – aquele que lê romance, crônica, poesia – é o entusiasmo pela leitura. Não é uma ferramenta técnica, é sangue correndo nas veias em um outro ritmo, é o desejo incontido de comunicar um prazer conquistado. E qualquer ser humano, qualquer profissional, qualquer pessoa alfabetizada que leia, e que tenha esta chama literária, pode ser um grande incentivador da leitura, um grande formador de leitores”.

TECNOLOGIA ATRAI ALUNOS, DIZ ESPECIALISTA

A introdução dos tablets nas salas de aula é inevitável e pode servir para atrair a atenção dos alunos para o conteúdo acadêmico, mas é preciso dar especial atenção à adequação da linguagem para a nova plataforma e à formação dos professores.

A opinião é da coordenadora executiva de projetos da Escola do Futuro, do núcleo de pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), Samantha Kutscka. Em entrevista ao Correio, a especialista, que investiga novas tecnologias aplicadas à área de Educação, afirma ser necessário transformar o método de ensino para se obterem resultados. Investir apenas na mudança da mídia, de acordo com ela, não traria progresso algum. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

A senhora acredita nessa ideia de que o lápis, a caneta e o papel vão desaparecer das Escolas?

Não vejo a possibilidade de isso acontecer. Não preparamos o aluno para um mundo de certeza, claro. Mas, hipoteticamente falando, se uma instituição ficar sem energia ou houver algum evento complexo envolvendo os aparelhos, o lápis e o papel vão ser a solução. Acredito que eles não vão deixar de existir nunca. Também há um processo de desenvolvimento da cognição, onde você ensina a criança a escrever com a mão.

Nesse caso, você não vai alfabetizar alguém com um tablet. Se usarmos um exemplo atual, você vai ver que ninguém deixou de fazer conta com a mão porque apareceu a calculadora. Há nove anos, quando entrei na Escola do Futuro, havia uma resistência dos professores em usar o computador. Não é diferente hoje. Podemos esperar isso a partir da introdução de qualquer nova tecnologia nas Escolas.

E quanto ao desvio da finalidade do aparelho, quanto à possibilidade de dispersão por parte do aluno. É realmente um risco que se corre?
Acredito fortemente que o papel do professor não deixa de existir, ele simplesmente muda. Os pais têm, realmente, uma preocupação com a relação do filho e a tecnologia. O professor, por sua vez, com a dispersão do aluno. Mas, hoje, a maioria dos pais trabalha fora e os filhos, quando não estão sob o olhar deles, ficam sujeitos a diversos conteúdos. Não tem como fiscalizar, policiar em 100% do tempo.

Tirando a censura, não tem o que fazer. Nesse sentido, acredito que a orientação do professor surge como algo fundamental. Ele deve apresentar conteúdos, mostrar o que deve e o que não deve ser acessado, afinal, a censura não agrega nada. Ela apenas aguça, atrai a pessoa para o proibido.

A senhora acredita que pode haver um agravamento do desnível entre as Escolas públicas e as particulares, uma vez que essas últimas vêm incorporando primeiro esses aparelhos?

Esse desnível sempre existiu em praticamente tudo. As Escolas privadas acabam sendo mais pioneiras nessa área de tecnologia, principalmente porque têm recursos. Seria incoerente dizer que isso não acontece. Agora, a capacidade de aprender do aluno de uma Escola pública é a mesma da de um de uma Escola particular.

Tudo depende de como você ensina. O governo tem capacidade de fazer algo bem melhor que uma Escola particular, afinal ele é um, digamos, polvo com milhões de tentáculos, enquanto uma Escola particular está sozinha ou pertence a uma rede. É necessário apenas fazer.

E a capacitação dos professores, a senhora acredita que realmente esse é um desafio?

Sim, porque as gerações são diferentes e, por isso, entendem a tecnologia de forma diferente. Existe certa resistência, mas ela passa. A formação do professor começa com uma quebra de paradigma, pois não se trata apenas de mostrar ao profissional como usar o aparelho, mas de fazê-lo reconhecer potenciais pedagógicos naquilo.

Incorporando uma nova tecnologia, você acaba agregando mais trabalho ao educador e ele, normalmente, não está satisfeito com a remuneração que recebe. Então, nesse caso, você deveria incluir uma bonificação, um estímulo a esses professores.

Vem se falando também da insegurança que andar com um aparelho de alto custo pode trazer ao aluno. O que a senhora pensa sobre isso?

Acho que pode ser um risco sim, mas não tenho uma opinião sólida sobre o assunto. Acredito que, quando a tecnologia se popularizar, os preços irão cair e talvez não fique tão perigoso andar com o tablet. Pensar nisso no âmbito das Escolas públicas depende da aplicabilidade, afinal, ainda não sei se o aparelho vai sair da Escola ou não vai. De toda forma, não acredito que os assaltantes vão se apoderar dos entornos das Escolas como um alvo primário. Afinal, hoje vejo muitos alunos de Escolas particulares carregando notebooks, smartphones.

Quais são as maiores vantagens em usar esses aparelhos nas Escolas?

Atratividade. Esse é o grande diferencial. Uma questão muito complexa é que as pessoas não aprendem da mesma forma. Por isso, quando você tem um conteúdo multimídia, você tem possibilidades maiores e melhores de transmitir um conteúdo de várias formas.

E qual a grande preocupação na introdução desses aparelhos no ambiente Escolar?

Adequar a linguagem e formar o professor. O que você não pode fazer é simplesmente transformar um livro impresso para digital. O conteúdo deve ser repensado, você tem que aproveitar o potencial daquela plataforma. No caso de livros, você tem praticamente que os recriar. Sabemos, por experiência, que não adianta apenas trocar a mídia para que o aluno assimile o conteúdo.

http://www.correiobraziliense.com.br/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ETIQUETAS PARA FACEBOOK

A HISTÓRIA DO SABER

A lousa de pedra-ardósia e moldura de madeira mais parece um iPad – parado na década de 1920. O mata-borrão, a caneta-tinteiro e o caderno Avante foram superados pelas lapiseiras, canetas esferográficas e notebooks. O uniforme de saia plissada também ganhou ares de antiguidade, ao lado da palmatória e das temidas orelhas de burro.

O passar do tempo reinventou a sala de aula e os cenários da Educação, mas não foi capaz de tirar o brilho da principal figura na transmissão do saber: o professor.

Parte dessa trajetória de transformação do ensino poderá ser visitada, a partir de hoje, no Museu da Escola Ana Maria Casasanta, a ser inaugurado no Bairro Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte, na antiga sede da Secretaria de Estado de Educação.

Numa prova de que o educador tem lugar de destaque na história, o espaço vai funcionar com a Magistra, nova Escola de formação de professores que deve oferecer cursos de capacitação a mais de 35 mil profissionais da rede estadual por ano.

Num acervo com mais de seis mil peças, o visitante poderá viajar na linha do tempo da Educação, aberta com uma sala de aula da Escola Tradicional. O tablado para abrigar o professor, as cadeiras de ferro presas ao chão e a palmatória na mesa marcam o modelo de ensino adotado em Minas até meados dos anos 1920.

"O estado vivia sob a novidade da criação dos grupos Escolares. Nesse tempo, o foco era o professor e a Educação era de repasse, sem trocas entre educadores e alunos. Um dos objetos marcantes era a pequena lousa, usada pelos estudantes para treinar a lição, já que nessa época o papel era muito caro e os cadernos quase artigos de luxo”, explica a pedagoga do museu, Nelma Marçal Lacerda Fonseca.

No espaço vizinho, aparecem os traços da primeira grande mudança no ensino nacional – a Reforma Francisco Campos. A Escola Nova foi marcada pela alfabetização nos livros da Lili, pela chegada dos jogos pedagógicos na sala de aula e pelo uso de contos e pequenas histórias para o aprendizado.

Na estante, ao alcance das mãos do professor, estão exemplares de obras como A bonequinha preta, de Alaíde Lisboa de Oliveira, e O poço do Visconde, de Monteiro Lobato. Esse período também engloba as nuances da política, quando Getúlio Vargas usava a Escola como espaço de divulgação da ideologia do Estado Novo.

ACORDO COM OS EUA
Antes de chegar à Escola Contemporânea, o visitante pode fazer mais uma parada. Dessa vez, na Educação dos anos 1950, em que prevalecia o modelo do Programa de Assistência Brasileiro-Americana ao Ensino Elementar (Pabaee).

"O Brasil firmou um acordo de cooperação com o governo dos Estados Unidos e o foco da Educação passou a ser a técnica, ou seja, os projetores de slides e filmes, as radiolinhas, etc.. A Escola Normal, que funcionava no atual Instituto de Educação de Minas Gerais, tinha um quartel-general onde professores brasileiros e norte-americanos faziam intercâmbio de experiências”, acrescenta a pedagoga Nelma.

O passeio pela história termina no Museu Pedagógico e Laboratório Leopoldo Cathoud, com cerca de cinco mil peças que narram a trajetória do ensino de ciências nas Escolas.

Esqueletos, equipamentos de física, química e astronomia e amostras mineralógicas, zoológicas, botânicas e paleontológicas compõem um acervo que começou a ser construído na década de 1930 e dão vida à filosofia da época, que usava a máxima de que "o professor precisa aprender para ensinar”.

Outra referência do espaço é a Biblioteca Bartolomeu Campos de Queirós, também montada na antiga sede da Secretaria de Estado deEducação. A unidade conta com um acervo de 50 mil livros e, nas estantes, estão títulos atuais, materiais de pesquisa e documentos sobre a história da Educação no estado.

Espaço para capacitação
Escritórios e gabinetes da antiga sede da Secretaria de Estado de Educação, no Bairro Gameleira, em Belo Horizonte, passam a funcionar a partir de hoje como salas de aula. O espaço vai abrigar a Magistra, Escola de formação e desenvolvimento profissional de educadores da rede estadual.

Com investimentos de R$ 20 milhões em 2012, a unidade prevê a oferta de cursos de capacitação gratuitos a cerca de 35 mil professores e outros profissionais ligados à Educação, como inspetores, gestores e auxiliares, a cada ano.

Outra frente de trabalho da Magistra é a plataforma virtual, com cursos de Educação a distância oferecidos por meio de convênios com 19 instituições de ensino parceiras, entre elas as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Juiz de Fora (UFJF), de Uberlândia (UFU) e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), estadual de Minas Gerais (UEMG), de Montes Claros (Unimontes) e a PUC Minas.

A primeira turma da Escola terá 94 educadores das 11 unidades de ensino de Belo Horizonte que integram o projeto piloto Reinventando o ensino médio. A partir da semana que vem, os profissionais das Escolas estaduais – todas da Região Norte da capital – terão aulas de capacitação sobre o novo modelo de ensino que tem como proposta a mistura das tradicionais matérias Escolares com disciplinas tecnológicas voltadas para o mercado de trabalho.

Apontado como uma alternativa para alunos que não estão focados apenas nos vestibulares, mas têm interesse na formação profissionalizante, o projeto prevê aulas em 16 áreas, como web design, reciclagem, recreação cultural, turismo, comunicação aplicada e tecnologias da informação.

ENSINO A DISTÂNCIA
Já os cursos a distância terão quatro pilares: cursos voltados para a disciplina do currículo básico comum; temas transversais; gestão educacional; e Escola, família e sociedade. Ao todo, serão 33 opções de cursos à disposição dos profissionais da Educação a partir de hoje.

As aulas também estão abertas a profissionais das redes municipais de Educação e Escolas públicas de todo o estado poderão participar de algumas atividades, como as rodas de conversa sobre temas atuais, dentro da programação do Canal Minas Saúde.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, a Magistra faz parte das estratégias de valorização do professor. "Sabemos que ainda há um longo caminho pela frente, mas um dos instrumentos é a capacitação permanente dos educadores. Quanto mais qualificado o profissional, mais qualificado o sistema. O Magistra será um campus do professor e do profissional da Educação para o enriquecimento cultural e metodológico”, afirma Ana Lúcia.

http://www.estaminas.com.br/

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mercadante diz que desafio é alfabetizar na idade certa

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, quer dar um bônus em dinheiro para escolas da rede pública que atingirem metas de alfabetização de crianças com idade até 8 anos. A proposta fará parte do programa Alfabetização na Idade Certa, a ser lançado em breve. Outra prioridade, segundo o ministro revelou nesta sexta-feira, será aperfeiçoar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mudando a forma de correção das redações.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Redes sociais, as novas parceiras de estudo


witter e Facebook costumam ser considerados inimigos dos estudos por muita gente. Mas algumas escolas já estão se rendendo às redes sociais e as usando como aliadas na preparação dos estudantes e na comunicação entre alunos e professores. A Escola Parque, na Gávea, desenvolveu, no início do ano passado, a EP2, uma rede social interna semelhante ao Facebook. O projeto foi criado dentro da plataforma Ning, que permite a qualquer um customizar uma rede de acordo com suas necessidades. Na EP2, estudantes a partir do 6 ano podem escrever em seus murais, enviar mensagens diretas e participar de grupos de interesses específicos. O espaço virtual é coabitado por alunos e professores. O coordenador do segundo segmento do ensino fundamental da escola, Giocondo Magalhães, explica que a ideia é educar os mais novos para as possibilidades de uso e também sobre os perigos das redes. Além de ser mais um espaço de difusão do conteúdo das disciplinas e dos trabalhos escolares. 

— Ninguém ensina para eles como atuar nos meios digitais. O que a gente tenta é ajudá-los a tirar um uso pedagógico disso. Já acontecia de um professor colocar conteúdo sobre a disciplina no Facebook, como um vídeo do YouTube. Nossa ideia foi trazer essas experiências para um ambiente seguro, que fosse uma extensão virtual da escola. Além de não ter a limitação de idade de redes como o Facebook (que só aceita usuários maiores de 13 anos, o que é largamente burlado) — afirma o professor. Professores ficam alertas para evitar cyberbullying - Os estudantes tiveram voz ativa na criação da EP2, apontando os recursos que julgavam mais importantes. E a participação rendeu frutos, pois os alunos abraçaram a ideia. Eles contam que, na rede, compartilham fotos e vídeos, além de usar a ferramenta de bate-papo e, principalmente, tirar dúvidas com professores. — Uso bastante a EP2 para falar com os professores. Eles tiram dúvidas das matérias, é muito bom. Parece que eles ficam lá o dia inteiro, sempre estão on-line — conta Tamara Castorino, de 12 anos, que vai começar o 8 ano. O coordenador afirma que os estudantes têm liberdade para postar e criar grupos de acordo com seu interesse. Na rede, é possível encontrar alguns dedicados a ídolos adolescentes, como Justin Bieber, e a times de futebol, como o Botafogo. Contudo, ele diz que há uma supervisão para evitar qualquer tipo de cyberbullying. — Há uma questão de ética nas redes que a gente trabalha com eles. Ali, estão valendo os mesmos valores da escola. Discutimos com eles tudo ligado à discriminação e continuamos de olho para evitá-la — diz. 

No Colégio Palas, no Recreio, a vontade da integração resultou na criação de um grupo no Facebook da turma do 3 ano do ensino médio, exclusivo para para alunos e professores da escola. Foi lá que eles passaram o ano passado trocando informações sobre datas de inscrição em vestibulares, resultado de provas do colégio e de seleções da universidades Além de tirar dúvidas das lições de casa e postarem vídeos e reportagens sobre os assuntos que viram em sala de aula. — Os estudantes usam muito e há professores engajados também. A gente valoriza, mas $ão prioriza. Eles estudam com o grupo, vão trocando informações entre si. E dessa maneira funciona. Além disso, tem um fator motivacional também: um dá força para o outro o tempo todo — afirma Célia Regina, coordenadora da escola. A professora Eloiza Gomes de Oliveira, da Faculdade Educação da Uerj, e pesquisadora do uso das redes sociais na educação, é a favor da escola usá-las como ferramentas pedagógicas. Mas alerta que é preciso seguir alguns passos para que o projeto dê certo e conte com a efetiva participação dos estudantes. 

— As redes são um espaço de liberdade para os adolescentes, são um lugar para eles se expressarem. Quando a escola entra, não é a mesma coisa. Os alunos temem ser policiados, então é preciso ser muito transparente na relação. É preciso garantir a autonomia estudante para que a dinâmica possa acontecer. O professor dá o pontapé inicial, mas não pode engessar a experiência — defende ela, que descarta a possibilidade de o uso das redes sociais provocar distração. — Quando eles fazem um trabalho em grupo, não estudam o tempo inteiro. Eles conversam, jogam. Isso não é uma coisa da internet, é natural do próprio jovem. Grandes grupos internacionais de educação, voltados principalmente para cursos de inglês e preparatórios para a universidade, também miram no chamado "social learning”. O conceito pretende levar interatividade e a colaboração, base da chamada web 2.0, para o centro do processo de aprendizado. A EmbassyCES, braço de idiomas do Study Group, montou o portal Study Smart. Nele, o foco é no aprendizado do aluno fora de sala de aula. Estão disponíveis exercícios interativos e o plano de aula para cada semana. Assim, o estudante pode acompanhar o seu progresso e até acelerar sua troca de nível. A Study Smart aposta também na interatividade: os próprios estudantes criam glossário de termos para as unidades do livro e ainda podem fazer grupos de estudo em salas de bate-papo. 

Já a Kaplan International lançou em 2011 um projeto piloto, o Student Portal, implantado em uma escola em Londres e outra em Sydney, na Austrália. O formato é bem parecido com o do Facebook, com timeline, chat e mensagens privadas. Por enquanto, ele é usado principalmente por estudantes estrangeiros que ainda vão chegar aos cursos e aproveitam para se conhecer melhor. Há uma seção também que permite se inscrever nos passeios oferecidos pela escola no seu tempo livre, como idas a partidas de futebol ou museus. A ideia é, no futuro, integrar totalmente a rede social à plataforma de ensino virtual já existente. Atualmente, a conexão é feita apenas através de um blog. Para o diretor-geral da Kaplan no Reino Unido e Irlanda, Erez Tocker, a proposta é aproveitar o tempo que os jovens já passam conectados. — Eles passam muito tempo conectados, especialmente no Facebook. Então, a ideia é que o portal seja o nosso próprio Facebook e que eles passem mais tempo lá. Não podemos virar às costas para o que já está acontecendo — argumenta Tocker.

http://oglobo.globo.com/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PARA LIDAR COM GERAÇÃO Z, PROFESSOR RECORRE ÀS REDES SOCIAIS

"Os trabalhos que favorecem a interação com o outro são os mais indicados, assim como aqueles que utilizam a tecnologia, tão familiar à geração Z. Atividades muito sistemáticas não terão sucesso", avalia.

Os anos de experiência ajudaram o professor a compreender o perfil dos alunos e, a partir disso, planejar aulas que evitassem dispersar a turma. Ele garante que o segredo para manter a turma atenta é intercalar minutos de exposição com a participação direta dos jovens.

Paula acredita que o ambiente e a estrutura curricular e os métodos de ensino tradicionais estão ultrapassados. "Os alunos não conseguem ficar focados no que está sendo ensinado, e o resultado disso é a falta de interesse e o baixo rendimento", aponta. O papel do professor no desenvolvimento do aluno também parece ter diminuído.

Para Dino, o pouco contato que gerações como os "baby boommers", nascidos entre as décadas de 1940 e 1960, tinham com os adultos dava força à voz do professor. Hoje, o cenário é diferente. 

"Antigamente, as únicas referências eram pai, tio, padrinho, padre. A geração da internet tem mil amigos no Facebook, 500 seguidores do Twitter. O professor é só uma referência entre outras muitas que eles têm", reforça.

Mesmo que as abordagens via redes sociais funcionem, pais e professores devem estar atentos também ao desenvolvimento do aluno no campo pessoal já que, entre as deficiências dessa geração, está a dificuldade em se relacionar.

Para evitar o problema, a psicóloga comportamental Jéssica Fogaça destaca a importância do acompanhamento da família. "Os pais podem ajudar realizando outras atividades sociais com os filhos, apresentando outros estímulos. É importante ampliar o repertório das crianças e jovens", afirma.

A especialista em clínica analítico-comportamental infantil também aponta as atividades físicas como uma boa opção para sair do ambiente tecnológico.

"Os esportes são muito indicados, desde futebol, passando por artes marciais, que são ótimos para exercer a disciplina, até as danças, que estimulam a coordenação motora, a expressão artística, o convívio social e a produção de endorfina", explica.

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5573407-EI8266,00-Para+lidar+com+geracao+Z+professor+recorre+as+redes+sociais.html

Professor deve ser capacitado para a nova maneira de dar aula

A aula tradicional está cada vez mais mediatizada pelas tecnologias digitais. Começamos com a introdução do computador, passamos pela lousa digital, até chegarmos aos tablets. Para os professores, a introdução dos tablets em sala de aula deverá trazer uma grande mudança na maneira de dar aula, de apresentar e de discutir o conteúdo com seus estudantes. O problema não é com os alunos, mas com os professores. Precisamos capacitar os docentes para a utilização didática dos tablets no desenvolvimento das atividades pedagógicas em sala de aula. O professor necessita de uma mudança na maneira de ensinar, precisa de uma adaptação do material didático. É fundamental desenvolver atividades em sala de aula com conteúdos que efetivamente utilizem os recursos tecnológicos dos tablets. 

O tablet é pequeno, apresenta certa dificuldade de realizar anotações e outros problemas se compararmos com o livro didático. Mas apresenta recursos com a convergência multimidiática e a conexão com a internet que facilitam a busca e a integração de conteúdo, contribuindo com o processo de aprendizagem. Para tanto, é necessário que a capacitação dos professores não seja somente instrumental, mas contextualizada na potencialidade e na limitação da tecnologia. Deve incluir como são as novas formas de interagir, a linguagem e a construção de conteúdo e como incorporá-las nos processos de ensino e de aprendizagem. Só assim, de fato, estará justificado o uso de tablets em sala de aula, como efetivo instrumento do aprender.

http://www.folha.uol.com.br/

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

MEC QUER TABLETS NAS ESCOLAS, MAS PROGRAMA ANTERIOR QUE ENTREGOU LAPTOPS CHEGOU A MENOS DE 2% DOS ALUNOS

Quando o computador começou a chegar nas escolas, no final da década de 80, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento começou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet.

Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa Um Computador por Aluno (UCA).

"Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.

Atualmente, cerca de 500 escolas do país contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA, seja pelo próprio governo federal ou por prefeituras e governos estaduais - o número inclui máquinas que já foram solicitadas e estão a caminho das escolas.

Considerando o total de matrículas na rede pública nos ensinos fundamental e médio, o número de estudantes que têm um computador em mãos hoje dentro da sala de aula representa menos de 2% das matrículas - se cada máquina estiver sendo utilizada individualmente, como previa o projeto original.

Segundo Gotti, a intenção nunca foi universalizar o programa e levar os laptops a todos os alunos. O ministério defende que os tablets não virão para substituir os laptops, mas complementar as tecnologias existentes nas escolas.

"As políticas na verdade se complementam e a gente espera universalizar a tecnologia unindo os tablets, os laptops e os computadores de mesa. As tecnologias se somam e a gente trabalha com as alternativas disponíveis dentro da melhor realidade de cada ambiente”, explica o diretor do MEC.

O UCA começou a ser pensado em 2005, mas demorou a sair do papel, e as máquinas só chegaram aos estudantes em 2009. Os primeiros computadores foram distribuídos pelo MEC para alguns municípios e na segunda fase as próprias prefeituras adquiriram os aparelhos por meio de um edital organizado pelo governo que reduziu os custos.

O governo ainda não decidiu se irá comprar parte dos tablets com recursos próprios e distribuir para as redes de ensino consideradas prioritários pelo baixo desempenho nas avaliações, como ocorreu com o UCA. Mas o edital para que as prefeituras e os governos estaduais possam comprar os equipamentos se tiverem interesse já está sendo produzido.

Às vésperas da chegada de uma nova tecnologia nas salas de aula das escolas brasileiras, ainda não há uma avaliação oficial dos resultados alcançados pelo UCA em termos de melhoria da qualidade do aprendizado. A percepção nas redes de ensino é que o equipamento desperta grande interesse nos alunos e dá mais motivação, diz Gotti.

"A Universidade Federal do Ceará (UFC) está fazendo esse trabalho de avaliação do UCA, mas não há resultados ainda porque faz pouco tempo que os laptops estão em uso. Mas em geral tem-se constatado que há muito interesse por parte dos alunos no uso do computador em sala de aula que foge daquele modelo tradicional do laboratório de informática. Ele traz um ganho em termos de curiosidade desse aluno que pode pesquisar e entender melhor os conteúdos”, explica.

Neste ano, o MEC divulga o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, indicador que mede a qualidade do ensino oferecido pelas escolas do país e é calculado a cada dois anos. Com esses dados será possível comparar se houve melhoria no desempenho das escolas que receberam os laptops entre 2009 e 2011.

A Agência Brasil visitou duas escolas que fazem parte do UCA e encontrou realidades diferentes a respeito do uso da tecnologia em sala de aula. Conheça as histórias do Centro de Ensino10 da Ceilândia, em Brasília (DF), e da Escola Municipal Jocymara Falchi Jorge, em Guarulhos (SP), além da opinião de especialistas sobre os impactos da tecnologia no aprendizado.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-01-30/mec-quer-tablets-nas-escolas-mas-programa-anterior-que-entregou-laptops-chegou-menos-de-2-dos-alunos



Fonte: Agência Brasil - Amanda Cieglinski